No dia 1º de junho, uma das maiores forças da cultura pop do século 20 completaria 100 anos. Marilyn Monroe, que a história insistiu em trancar na caixinha de “símbolo sexual”, ganha uma homenagem à sua altura no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. O museu celebra o centenário da atriz com a exposição inédita “Marilyn: a última entrevista”, uma mostra de cinema com seus filmes menos óbvios, curso e documentário. É a chance perfeita para redescobrir a artista intelectual e complexa que Hollywood tentou apagar.

Cena do filme “O rio das almas perdidas” que será exibido na Mostra Marilyn Monroe 100 Anos. Crédito: divulgação
Esqueça a cena clássica do bueiro em O Pecado Mora ao Lado. A mostra Marilyn Monroe 100 anos (que acontece de 02 a 07 de junho, com ingressos a R$ 6) tem curadoria do cineasta André Sturm e foca no talento dramático e cru da atriz. A ideia é mostrar uma Marilyn pré-magnetismo total, em papéis sóbrios e intimistas.
Entre os 12 filmes selecionados, vale o destaque para:
- Anos Perigosos (1947): O primeiríssimo papel falado da atriz.
- Só a Mulher Peca (1952): Um drama noir visceral dirigido pelo lendário Fritz Lang.
- Os Desajustados (1961): Com roteiro de seu ex-marido Arthur Miller, este foi o último trabalho de Marilyn no cinema — um retrato doloroso sobre solidão e inadequação.

Andy Warhol. Marilyn Monroe. 1967
A última intimidade e o impacto na Arte Brasileira
O grande destaque da programação visual é a exposição fotográfica “Marilyn: a última entrevista”, parte do Maio Fotografia no MIS 2026. São mais de 400 imagens feitas pelo fotojornalista Allan Grant para a revista LIFE em julho de 1962, semanas antes da morte da atriz.
Ali, na intimidade de sua casa, descalça e sem grandes produções, vemos a mulher real. Essa iconografia de Marilyn cruzou fronteiras e moldou a própria Pop Art mundial, ecoando forte na arte brasileira.
Durante os anos 1960 e 1970, artistas do nosso Pop BR e da Nova Figuração, como Claudio Tozzi e Rubens Gerchman, usavam a imagem de ícones de massa para criticar o consumo e a censura da ditadura militar. Olhar para Marilyn hoje é também entender como o Brasil deglutiu a cultura americana de forma antropofágica.
Se você quiser se aprofundar ainda mais nessa mente complexa, o MIS também oferece o curso presencial “100 anos de Marilyn Monroe” (R$ 200), que vai analisar desde a influência dela no trabalho de Andy Warhol até os videoclipes de Madonna e as cinebiografias recentes, como Blonde.
Não perca a programação!
Os ingressos para a mostra de cinema custam R$ 6 (inteira) e a grade completa de horários pode ser conferida direto no site oficial do MIS-SP. Para quem busca um programa gratuito, no dia 25 de junho o projeto Doc.MIS exibe o documentário “Marilyn Monroe: o fim dos dias”, com debate comandado pelo cineasta Francisco Ramalho.
Agora me conta aqui nos comentários: qual é o seu filme favorito da Marilyn? Você também acha que o talento dela como atriz dramática foi injustiçado pelo machismo da época? Vamos conversar!








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