Copa do Mundo Feminina 2027: Arena Itaquera se Prepara para o Evento

O amistoso entre as seleções feminina do Brasil e dos Estados Unidos movimentou a Arena Itaquera e antecipou o clima do mundial que o país sediará no próximo ano. Inaugurado em maio de 2014 para a Copa do Mundo Masculina, o estádio do Sport Club Corinthians Paulista destaca-se no cenário nacional por seu projeto arquitetônico minimalista e arrojado. A estrutura prepara-se agora para ser um dos principais palcos da Copa do Mundo Feminina da FIFA em 2027. A escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 passa diretamente pela qualidade técnica e estética de estádios deste porte. A Arena Itaquera cumpre as exigências da FIFA ao transformar a experiência de assistir ao futebol feminino em um evento de alta qualidade visual para o público e para as transmissões globais.

Historicamente, o futebol feminino no Brasil enfrentou décadas de proibição por lei, operando na invisibilidade entre 1941 e 1979 por imposição do Estado. Ver as atletas ocuparem um monumento arquitetônico que equilibra engenharia de ponta, design internacional e inclusão social consolida uma nova era para a Estética do jogo no país.

O projeto arquitetônico da Arena Itaquera foi desenvolvido pelo renomado arquiteto Aníbal Coutinho e carrega conceitos do modernismo industrial. Diferente do formato circular tradicional da maioria dos estádios antigos, a arena paulistana adota linhas retas e uma fachada monumental de vidro que reflete o céu da cidade.

A escolha do mármore branco na parte interna e a ausência de colunas de sustentação visual criam uma atmosfera de galeria de arte, onde o campo funciona como a grande obra exposta.

Tecnologia térmica e acústica no desenho

Os arquitetos buscaram no projeto uma arquitetura o mais sóbria e mínima possível para fugir do lugar-comum. O formato retangular aproxima o público do campo e privilegia a visibilidade a partir de qualquer um dos quatro setores, que somam 48 mil lugares sentados e alcançam 68 mil com as estruturas provisórias.

O projeto aproveitou o desnível de 45 metros do terreno para enterrar parte do estádio e deixar o campo exatamente no nível 777, número associado à sorte histórica do clube. Os blocos norte e sul possuem um grande vão livre protegido por uma cobertura metálica suspensa a 38 metros de altura, que aproveita a brisa dominante para ventilar o gramado.

O padrão de golfe no gramado

A busca pela excelência visual estendeu-se ao gramado, desenvolvido pela World Sports em parceria com a norte-americana SubAir e a irlandesa CRL. O projeto implantou uma grama de inverno em um país tropical, seguindo os rigorosos padrões adotados nos principais campos de golfe do mundo.

O sistema de refrigeração computadorizado utiliza tubulações subterrâneas que realizam a troca de calor por água e ar gelados diretamente nas raízes da planta. Nos dias frios, entra em ação um sistema de drenagem a vácuo para sugar o excesso de água e injetar oxigênio no solo.

Para conferir resistência ao pisoteio das atletas, foi injetado o sistema de ramificação artificial Grass Master. Uma máquina insere fibras sintéticas a cada dois centímetros do gramado para que as raízes da grama natural se entrelacem na estrutura, aumentando a durabilidade do campo em quatro vezes.


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